sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Crescente Fértil


O Crescente Fértil é denominado o “Berço da Civilização”, posto que vários povos da antiguidade (cerca de 10.000 a.C.) se desenvolveram nessa região, daí sua grande importância na história da humanidade.


LocalizaçãoMapa da região do Crescente Fértil


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Corresponde a uma região do Oriente Médio, com aproximadamente 500 mil km2 de extensão. Está localizada entre a Jordânia, Líbano, Síria, Egito, Israel, Palestina, Irã, Iraque e parte da Turquia.


Abriga grandes rios tal qual o Nilo, Tigre, Eufrates e Jordão. Todos eles tornaram a agricultura o principal meio de subsistência das primeiras grandes civilizações da antiguidade oriental.


História: Resumo


Além da agricultura, atividade que fixou a raça humana em detrimento do nomadismo, o Crescente Fértil destacou-se pelo desenvolvimento social, político, econômico e cultural das civilizações.


Isso desde o surgimento de cidades, do comércio, do alfabeto (escrita) e de diversas ferramentas criadas pelo homem.


Foi nesse contexto que as civilizações antigas se “sedentarizaram”, ou seja, passaram a fixar-se nos locais e a produzir seus próprios alimentos.


Essa “sedentarização” foi o fulcro necessário para o crescimento das cidades e, sobretudo, para o desenvolvimento das antigas civilizações. Destacam-se o desenvolvimento científico, o progresso tecnológico e outros modos de subsistência.



Lei das Doze Tábuas


A Lei das Doze Tábuas foi um conjunto de leis elaboradas no período da República romana, por pressão dos plebeus.


Instituídas em 451 a.C., ali estavam escritas as leis que determinavam como deveriam ser os julgamentos, as punições para os devedores e o poder do pai sobre a família.


Lei das Doze Tábuas comentada


As tábuas originais ficavam expostas no Fórum para que toda população pudesse conhecê-las.


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Infelizmente, elas foram perdidas em 390 a.C. durante a invasão dos gauleses a Roma. Por isso, o que chegou até a atualidade foram citações das leis feitas por vários autores clássicos.


Tábua I


Estabelece as normas dos processos, como se deve fazer a abertura e o encerramento de um julgamento, a obrigação do réu comparecer ao julgamento, etc.


Isso garantia aos plebeus que os processos ocorreriam dentro de normas precisas e não inventadas no momento.


Tábua II


Acredita-se que continuava descrever os procedimentos no direito processual, como a presença obrigatória do juiz durante o julgamento. Também tratava sobre o furto e suas punições.


Assim como a Tábua I, fixava uma rotina para a realização dos julgamentos.


Tábua III


Ao contrário da anterior, esta tábua possui trechos completos. Fala sobre o julgamento e das penas que deveriam ser aplicadas aos devedores. Uma das punições, por exemplo, afirmava que os credores poderiam vender o devedor para saldar a dívida contraída.


Igualmente, decretava que uma propriedade tomada do inimigo, poderia voltar ao antigo dono por meio da força.


Esta lei deve ser entendida dentro do seu contexto histórico, pois a escravidão era permitida em Roma. Também consagra o direito de propriedade privada, inclusive quando esta pertencia ao inimigo.


Tábua IV


Expõe os poderes do chefe de família, conhecido como “pater familias”. O pai detinha o direito de matar um filho que nascesse com alguma deformidade, por exemplo. Da mesma forma, podia vendê-lo como escravo.


Esta lei expressa como o chefe de família era poderoso na Roma Antiga, com pouca participação das mulheres e menores de idade.


Tábua V


Caracteriza as heranças e tutelas. Indicava que se uma pessoa morresse sem herdeiros ou testamento, quem receberia a herança seria o parente mais próximo.


Esta lei garantia que os bens de uma família permaneceriam nesta mesma família, sem que um governante ou outra pessoa pudesse tomá-los.


Tábua VI


Esta descrevia como deveria ser a compra e a venda de propriedades. Como as mulheres eram vistas como objetos, também aqui se explica as condições pelas quais o marido deve proceder ao rejeitar a esposa.


Novamente, se põe em evidência o grande poder que o pai de família tinha nesta sociedade.


Tábua VII


Aborda os delitos cometidos contra a propriedade, seja um bem imóvel ou um escravo. Se alguém destruiu algo, deverá pagar a reconstrução ou ser punido por esta ação.


Trata-se de uma regra aplicada até hoje no direito dos países ocidentais.


Tábua VIII


Estabelecia as medidas entre as propriedade vizinhas e regras de convivência entre os vizinhos. Igualmente determinava as distâncias que deveriam ser deixadas livres para construção de caminhos entre as propriedades.


Estas normas são seguidas dentro do Direito Público que estipula as regras de coexistência entre a população.


Tábua IX


Assegurava as regras do direito público, por isso acredita-se que era uma continuação da anterior. Proibia a entrega de um concidadão ao inimigo e a realização de assembleias noturnas.


As regras da Tábua IX tinham como objetivo punir aqueles que fosse contra o regime político de Roma e garantir a fidelidade de seus cidadãos ao governo.


Tábua X


Estabelecia as leis onde se garantia o respeito aos túmulos e aos mortos.


Estas normas tinham como fim impedir que as tumbas fossem saqueadas por ladrões ou profanadas por inimigos políticos do falecido.


Tábua XI


Determinava a proibição do casamento entre patrícios e plebeus.


Esta lei buscava garantir que os privilégios continuariam nas mãos dos patrícios e não seriam perdidos através das alianças matrimoniais. Esta proibição acabaria com a Lei Canuleia, em 445 a.C.


Tábua XII


A última tábua versava sobre questões do direito privado como furtos ou a apropriação de objetos de forma indevida (invasões ou durante a ausência dos proprietários, por exemplo). Neste último estavam incluídos os escravos.


Esta lei visava garantir a propriedade privada tanto dos plebeus como dos patrícios.


Importância da Lei das Doze Tábuas


A Lei das XII Tábuas foi importante porque, pela primeira vez na história de Roma, as normas estavam escritas, e assim, não corriam o risco de ser manipuladas.


No período monárquico, como as leis eram transmitidas de forma oral, somente os patrícios a conheciam. Desta forma, os plebeus estavam sempre em desvantagem, pois não havia nenhuma garantia de um processo justo.


Por isso, os plebeus exigem mudanças neste sistema. Em primeiro lugar, conseguem a criação da figura do "tribuno da plebe", um cargo político para defender seus interesses.


Por isso, através da iniciativa do tribuno plebe Terentilo Arsa, as leis passariam a ser escritas. Um trio de magistrados foi a Atenas estudar a legislação que vigorava naquela cidade, a fim de aprendê-las e elaborar um código de leis para os romanos.


Igualmente, a Lei das XII Tábuas leis não havia sido feita pelos deuses e sim por seres humanos. Desta maneira, se buscava que a lei fosse igual para todos, evitando privilégios e injustiças.


Até hoje, o Direito Público e o Direito Civil dos países ocidentais é inspirado em várias regras estabelecidas neste documento. Por exemplo, a determinação que um julgamento deva ser realizado de forma pública, a inviolabilidade da propriedade e a igualdade jurídica entre todos os cidadãos, etc. Tudo isso veio da Lei das XII Tábuas e está presente no código jurídico de vários países.


Temos mais textos sobre o assunto para você:


República RomanaRoma AntigaExercícios sobre Roma Antiga



Democracia Ateniense


A Democracia Ateniense foi um regime político criado e adotado em Atenas, no período da Grécia Antiga.


Ela foi essencial para a organização política das cidades-estados grega, sendo o primeiro governo democrático da história.


O termo “Democracia” é formado pelo radical grego “demo” (povo) e de “kratia” (poder), que significa “poder do povo”.


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Resumo


Anterior a implementação da Democracia em Atenas, a cidade-estado era controlada por uma elite aristocrática oligárquica denominada de “eupátridas” ou “bem nascidos”, os quais detinham o poder político e econômico na polis grega.


Entretanto, com o surgimento de outras classes sociais (comerciantes, pequenos proprietários de terra, artesãos, camponeses, etc.), as quais pretendiam participar da vida política, a aristocracia resolve rever a organização política das cidades-estados, o que mais tarde resultou na implementação da “Democracia”.


De tal maneira, por volta de 510 a.C. a democracia surge em Atenas através da vitória do político aristocrata grego Clístenes. Considerado o "Pai da Democracia", ele liderou uma revolta popular contra o último tirano grego, Hípias, que governou entre 527 a.C. e 510 a.C..


Após esse evento, Atenas foi dividida em dez unidades denominadas chamadas “demos”, que era o elemento principal dessa reforma e, por esse motivo, o novo regime passou a se chamar “demokratia”. Atenas possuía uma democracia direta, onde todos os cidadãos atenienses participavam diretamente das questões políticas da polis.


De tal modo, Clístenes, baseada nas legislações anteriormente apresentadas por Dracon e Solon, iniciou reformas de ordem política e social que resultariam na consolidação da democracia em Atenas.


Como forma de garantir o processo democrático na cidade, Clístenes adotou o “ostracismo”, onde os cidadãos que demostrassem ameaças ao regime democrático sofreriam um exílio de 10 anos. Isso impediu a proliferação de tiranos no governo grego.


Sendo assim, o poder não estava somente concentrado na mão dos eupátridas. Com isso, os demais cidadãos livres maiores de 18 anos e nascidos em Atenas poderiam participar das Assembleias (Eclésia ou Assembleia do Povo), embora as mulheres, estrangeiros (metecos) e escravos estavam excluídos.


Diante disso, podemos intuir que a democracia ateniense não era para todos os cidadãos sendo, portanto, limitada, excludente e elitista. Estima-se que somente 10% da população desfrutavam dos direitos democráticos.


Além de Clístenes, Péricles deu continuidade à política democrática. Ele foi um importante democrata ateniense que permitiu ampliar o leque de possibilidades para os cidadãos menos favorecidos.


Por volta de 404 a.C., a democracia ateniense sofreu grande declínio, quando Atenas foi derrotada por Esparta na Guerra do Peloponeso, evento que durou cerca de 30 anos.


Características da Democracia AtenienseDemocracia diretaReformas políticas e sociaisReformulação da antiga ConstituiçãoIgualdade perante a lei (isonomia)Igualdade de acesso aos cargos públicos (isocracia)Igualdade para falar nas Assembleias (isegoria)Direito de voto aos cidadãos ateniensesDiferenças entre a Democracia Grega e Democracia Atual


A democracia ateniense foi um modelo político que fora copiado por várias sociedades antigas, e que influencia até hoje o conceito de democracia no mundo.


No entanto, a democracia atual é um modelo mais avançado e moderno da democracia ateniense, em que todos os cidadãos (maiores de 16 ou 18 anos), inclusive mulheres, podem votar e aceder a cargos públicos, sem que seja excludente e limitada.


Além disso, na democracia ateniense, os cidadãos tinham uma participação direta na aprovação das leis e nos órgãos políticos da polis, enquanto na democracia atual (democracia representativa) os cidadãos elegem um representante.


Leia também: Esparta e Atenas


Para testar seus conhecimentos: Questões sobre a democracia ateniense (com gabarito explicado)



Império Romano


O Império Romano é considerado o maior civilização da história ocidental. Durou cinco séculos: começou em 27 a.C. e terminou em 476 d.C.


Estendia-se do Rio Reno para o Egito, chegava à Grã-Bretanha e à Ásia Menor. Assim, estabelecia uma conexão com a Europa, a Ásia e África.


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Resumo sobre o império romano


No sistema político de império, o poder político estava concentrado na figura do imperador. O Império Romano começou com Otaviano Augusto e terminou com Constantino XI. O Senado servia para apoiar o poder político do imperador.


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O império sucedeu à República Romana. Com o novo sistema, Roma, que era uma cidade-estado, passou a ser governada pelo imperador.


Foi em seu início que o império conquistou a maior parte do poder. Até 117 d.C., ao menos 6 milhões de quilômetros quadrados estavam sob o domínio do império romano.


Sob o domínio do Império Romano viviam entre 50 e 60 milhões de habitantes. Roma, nessa fase, foi habitada por 1 milhão de habitantes.


Entre os pontos fundamentais para o sucesso do império estava o exército, que era profissional e atuava como uma legião. Sob o comando de astutos generais, Roma expandiu o poderio ao Mediterrâneo.


Características do império romanoEssencialmente comercial;Escravizava os povos conquistados;O controle das províncias era feito por Roma;Politeísta;O governante tinha cargo vitalício;A extensão territorial era obtida por conquistas ou golpes militares.



Otaviano Augusto foi o primeiro imperador romano



Epopeia de Gilgamesh: descoberta e história


A Epopeia de Gilgamesh é um antigo poema mesopotâmico escrito pelos sumérios em torno de 2000 a.C.


Ele narra os feitos do herói Gilgamesh, rei de Uruk, que viveu por volta de 2.700 a.C., em sua busca pela imortalidade.


Essa é considerada a obra literária mais antiga da humanidade.


Escavações e localização da Epopeia


A Epopeia é composta por 12 tábuas de argila, cada qual contendo cerca de 300 versos.


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As tábuas foram localizadas em uma escavação que ocorreu no século XIX, no Oriente Médio, na região onde ficava a antiga cidade assíria de Nínive.


Estas foram lideradas pelo arqueólogo britânico Austen Harry Layard que, em 1849, localizou uma série de itens pertencentes à Biblioteca de Nínive.


As traduções dos escritos foram feitas por Henry Rawlinson e George Smith na segunda metade do século XIX.


O texto foi publicado pela primeira vez em 1928, com transliteração e comentários de Campbell Thompson.


A Epopeia de Gilgamesh parece ter sido bastante conhecida na região onde teve origem. Pesquisadores localizaram diversas traduções e adaptações feitas a partir da história original.


A história da epopeia de Gilgamesh


A narrativa conta a epopeia de Gilgamesh, rei de Uruk. Gilgamesh é descrito como sendo dois terços deus e um terço homem.


Ele é apresentado na história como um rei autoritário, que oprimia seus súditos da cidade de Uruk enquanto os obrigava a construir uma muralha ao redor da cidade.


A população, amedrontada, pediu ajuda a deusa Ishtar, que havia criado Enkidu do barro. Ishtar enviou Enkidu ao encontro de Gilgamesh, com a missão de vencê-lo em um duelo e matá-lo após isso.


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Contudo, os dois se tornaram amigos e passaram a viver muitas aventuras. Em uma delas narrada na epopeia, eles desrespeitaram a deusa Inana. Por conta disso, os deuses mataram Enkidu como punição.


Triste, Gilgamesh então iniciou outra jornada em busca da imortalidade. Ele vai atrás de Utnapishtim, herói conhecido por ter alcançado a imortalidade após sobreviver a um grande dilúvio.


A epopeia se tornou famosa no mundo pela sua antiguidade e pela semelhança com a lenda do dilúvio bíblico hebreu.


Nesse dilúvio, ele teria construído uma grande arca a mando dos deuses e abrigado sua família e inúmeros animais.


Esse herói prometeu a imortalidade para Gilgamesh, mas para isso ele deveria cumprir algumas missões. Missões essas que ele falhou.


Então, retornou para Uruk. Gilgamesh ainda tentou conseguir a imortalidade descendo ao fundo do mar para buscar uma planta que poderia evitar sua morte. Porém, acabou perdendo-a no caminho.



China Antiga




Três dinastias governaram a China entre o início do segundo milênio antes de Cristo e o ano 221 a.C.. Todas habitavam ao redor da Bacia do Rio Amarelo. Os Xia, Shang e Zhou foram as responsáveis pelo processo de ocupação do território chinês e pela formação étnica do país.


Antes mesmo da influência desta dinastia, por volta de 2,9 mil anos a.C., já eram registradas importantes invenções creditadas aos chineses, como a roda do oleiro, um grande avanço para modelar o vaso. Ainda hoje, esse é um dos mais usuais métodos para produzir vasos de barro.


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Dinastia Xia


O reinado da dinastia Xia, a mais antiga delas, começa em 2200 a.C. e vai até 1750 a.C., na região conhecida como Vale do Rio Amarelo. Os historiadores têm poucas evidências reunidas sobre a permanência da dinastia Xia, que começou com o reinado de Yu, o Grande, conhecido por atuar contra as inundações do rio Amarelo.


Por parte dos Xia, a China experimentou o desenvolvimento da agricultura, do comércio e da medicina. Colonos construíam as casas nas margens do rio Amarelo e, além do cultivo da terra, também mantinham animais. É também nesse período que surge a seda, confeccionada a partir do casulo do bicho-da-seda.


Sociedade na Dinastia Xia


Dezessete imperadores reinaram durante esse período dinástico. A dinastia Xia teve importante papel na organização social dos chineses, sendo a responsável pela instituição do casamento. Também os trabalhos precursores da escrita, que seria aperfeiçoada pela sua sucessora, a dinastia Shang, que permaneceu de 1750 a.C. a 1040 a.C.


Dinastia Shang


Os estudiosos na dinastia Shang desenvolveram um sistema de escrita que era gravado em ossos dos animais e peças de bronze. Os habitantes desse período dinástico desenvolveram o uso de peças de bronze e um requintado sistema de organização social.


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Vaso de cerâmica da dinastia Shang


Pesquisadores encontraram vasos de bronze com as primeiras evidências da escrita, que datam a 1200 a.C.


Os Shang dividiam a sociedade entre nobres, habitantes das cidades-palácios e camponeses. O poder monárquico estava restrito ao campo religioso. Eram politeístas e acreditavam que os mortos eram transformados em deuses.


A última capital chinesa pertencente à dinastia Shang estava situada em Anyang em 1300 a.C., cujas evidências só foram descobertas por arqueológos no século passado.


Dinastia Zhou


Povos vizinhos terminaram por enfraquecer a dinastia, que foi substituída pelos Zhou, que governou a China entre 1100 a.C. e 771 a.C. Antes aliados dos Shang, os Zhou viviam nas terras que hoje são conhecidas como Shaanxi.


Uma batalha ocorrida no ano 1050 a.C. marcou a queda da dinastia Shang e levou à China ao período que ficou conhecido como a "idade do ouro". A referência resumia o modo de governar dos Zhou, reconhecidamente eficientes.


O poder foi enfraquecido no ano 771 a.C., quando o rei Zhou foi morto por integrantes de uma tribo de vassalos. Embora o filho tenha assumido o poder, fugiu para o leste e a influência da dinastia foi fragilizada.


A dinastia Zhou é considerada a fundadora principal da civilização chinesa e controlou o país durante o Reino Médio. Coube aos Zhou a elaboração dos primeiros artefatos bélicos em ferro, o que contribuiu para a defesa das fronteiras. Essa é a era denominada idade do ferro na China.


Vaso da dinastia Zhou


Entre os muitos pontos que destacam esse período dinástico está Confúcio, nascido em 600 a.C. e considerado um dos mais importantes filósofos da história chinesa e mundial. A doutrina de Confúcio, o Confucionismo, incentiva a hierarquia tradicional, os rituais, a piedade e o respeito aos mais velhos.


China Imperial


Em 221 a.C., Qin Shi Huangdi tornou-se o imperador da China unificada após quase 250 anos de guerra. O reinado de Huangdi dá início ao período da China imperial e é o responsável pela introdução do sistema de pagamentos, de pesos e medidas e da escrita.


Também nesse período começa a construção da Grande Muralha da China. Quin Shi Huangdi morreu em 210 a.C. e, para proteger seu túmulo, um exército de 10 mil soldados de cerâmica foi construído. Os guerreiros ficaram conhecidos como o Exército de Terracota e, embora tenham sido produzidos em série, exibem feições individuais.



quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Índia Antiga


A Civilização Indiana é uma das mais antigas do planeta e há evidências arqueológicas que teria começado há 75 mil anos.


Sua formação se deu ao longo do rio Indo que era habitado por caçadores, coletores e nômades. Lentamente, estes passaram a se organizar em aldeias, por volta de 5.000 a.C., e ficaram conhecidos como o povo do Vale do Indo.


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De lá partiram os povos que passaram a viver em toda a extensão da Europa e Ásia, entre 4 mil e 1 mil anos a.C., os chamados indo-europeus.


Características da Índia AntigaAspecto das ruínas da cidade de Mohenjo-Dara


Neste período, existiram duas grandes cidades, Mohenjo-Dara e Harapa, que nos permitem compreender como era a sociedade na Índia Antiga.


Ali, arqueólogos encontraram evidências de uma metrópole que abrigava cerca de 80 mil pessoas e que usavam tijolo cozido em seus edifícios. Destacam-se o planejamento simétrico de suas ruas, o sistema de abastecimento de água e de esgoto.


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A maioria dos habitantes, contudo, vivia no campo e a agricultura era a base da economia. Plantavam-se frutas, como o melão, além de ervilhas, e trigo.


Sociedade na Índia Antiga


Nesta região e momento histórico, a sociedade era igualitária. A prova disso eram os edifícios muito semelhantes e poucas reservas de armas, o que aponta a despreocupação com a conquista e defesa.


A civilização do Vale do Indo despareceu por volta do ano 1500 a.C. e ainda não há conclusões sobre os fatos que levaram ao seu fim. Entre as teorias está a da ocorrência de um grande terremoto que teria desintegrado cidades inteiras e obrigou a mobilidade da população. A possibilidade de invasão por povos vizinhos também não está descartada.




Civilização Romana


A civilização romana tem origem com a expansão e consolidação do poder de Roma sobre a Península Itálica e os territórios vizinhos.


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Origem


A civilização romana é uma mescla de influências de culturas etruscas, gregas e orientais. Se os gregos se destacaram pela filosofia e os egípcios por sua arquitetura, podemos dizer que os romanos se sobressaíram por construir um Império que durou mil anos.


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Assim, organizaram um sistema de comunicação, de transporte e de leis que pôde ser reproduzido em todos os cantos do Império Romano. Os romanos souberam se apropriar de vários aspectos dos povos que conquistavam e romanizá-los.


Aliás, a arte da guerra, como expressou o poeta Virgílio, na sua obra Eneida, parecia ser o objetivo dos romanos:


Lembra-te romano de submeter os povos a teu império. Tua missão é de impor as condições de paz, poupar os vencidos e abater os soberbos.


Política


A organização política da civilização romana foi mudando conforme as conquistas territoriais aconteciam e a população crescia. Distinguimos três fases:


Monarquia: durou de 753 a.C. a 509 a.C. É um período envolto em lenda e com pouca documentação.República Romana: a primeira experiência republicana da história,Império Romano: quando a civilização alcançou seu máximo esplendor.Economia


A economia romana baseava-se na agricultura, no comércio entre a distintas províncias, nas conquistas territoriais para alimentar a população e na escravidão.


Os romanos também desenvolveram uma eficiente arrecadação de impostos que deveriam ser entregues à capital diretamente. Com o tempo, isto foi gerando corrupção, pois era comum os governadores das províncias sonegarem certas quantidades de dinheiro ao governo central.


Arte


Herdeiros da arte grega, os romanos espalharam suas esculturas, pinturas e mosaicos por todo território que conquistavam.


Igualmente, construíam teatros onde podiam ser representadas peças que serviam para instruir e divertir a população. Também faziam termas, praças e mercados a fim de dar mais comodidades aos habitantes.


Em algumas cidades eram levantadas arenas para jogos de gladiadores, recriações de batalhas, e lutas entre homens e animais selvagens.


Anfiteatro romano na cidade de Nîmes, França.


Saiba mais sobre a Arte Romana.


Arquitetura


Os romanos abastados prezavam pelo conforto e, geralmente, nas casas dos patrícios havia água encanada. Se o rio não estivesse perto da cidade, um aqueduto era levantado para trazer água à população que a recolhia nas fontes instaladas na cidade.


As colunas romanas também se tornaram uma marca registrada desta cultura e estavam presentes nos fóruns e templos.


Aqueduto romano na cidade de Segóvia, Espanha.


Conheça a Arquitetura Romana.


Religião


Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Grande parte dessas divindades foi trazida do panteão grego. Assim, Afrodite se transformou em Vênus, Ares virou Martes, Hera – esposa de Zeus - foi chamada de Juno pelos romanos, e o todo-poderoso Zeus grego, se converteu em Júpiter.


Além disso, ainda havia os deuses domésticos que eram cultuados por uma família. Com a restauração do Império, os governantes mais importantes eram declarados deuses pelo Senado e seu culto podia se estender por todo o território romano.


Leia mais sobre a Mitologia Romana.


Direito


O direito romano inspirou boa parte do Direito Ocidental tal como o conhecemos hoje.


Assim como a política e a economia, o Direito Romano acompanhou a evolução da sociedade. Soube incorporar as novas populações ao Império Romano, proteger a propriedade privada, definir os deveres da família, limitar o poder de atuação dos magistrados, etc.


Uma das inovações romanas em relação aos gregos e aos povos vizinhos foi a sistematização das leis e o aparecimento de uma classe de juristas profissionais. Desta maneira, os magistrados romanos deviam conhecer e estar aptos a aplicar essas mesmas leis. Os gregos, por exemplo, nunca trataram as leis como uma ciência isolada da filosofia.


Civilização Romana Hoje


Apesar de ter desaparecido como civilização, o fato é que o mundo Ocidental é herdeiro direto da civilização romana.


Podemos ver esta influência nos aspectos mais cotidianos como as artes e arquitetura. Inclusive em provérbios até hoje compreensíveis para nós que estamos no século XXI:


Leia alguns exemplos:


Todos os caminhos levam a Roma.Em Roma faça como os romanos.Quem tem boca vai a Roma.Roma não se fez num dia.



Antiguidade ou Idade Antiga: o que foi e suas civilizações


Antiguidade ou Idade Antiga é o período da história contado a partir do desenvolvimento da escrita, aproximadamente em 4000 anos a.C., até a queda do Império Romano do Ocidente, em 476 da era Cristã.


Esta divisão faz parte da chamada Periodização Tradicional da História, de perspectiva eurocêntrica. Desta forma, os historiadores davam ênfase às civilizações surgidas em torno do Mar Mediterrâneo, tendo como ponto máximo o Império Romano, na Europa.


Nesta perspectiva, era comum a divisão destas sociedades antigas entre Antiguidade Oriental e Antiguidade Ocidental:


A Antiguidade Oriental incluía a civilização egípcia (embora esta estivesse na África), mesopotâmia, hebreus, fenícios e persasA Antiguidade Ocidental (ou Clássica) era formada por gregos e romanos.


Na atualidade, os historiadores têm confrontado essa visão eurocêntrica, buscando na cultura material outros critérios, além da escrita, para balizar a Antiguidade em outros continentes e incluindo o estudo de outros povos.


Contudo, tal divisão ainda serve de referência para os estudos históricos, sendo essencial conhecê-la.


Civilizações da Antiguidade


O Egito, berço de uma civilização milenar, foi palco de importantes realizações humanas que surgiram por volta de 4000 a.C.


A Pedra da Roseta permitiu a decodificação da escrita hieroglífica, o que possibilitou o aprofundamento na história do Egito Antigo e da Civilização Egípcia.


A Mesopotâmia foi uma região, entre vale dos rios Tigre e Eufrates (Crescente Fértil), na qual se desenvolveram diferentes civilizações.


Em épocas sucessivas, sumérios, acádios e assírios, dentre outros povos, dominaram a região. Daqueles povos vêm os cálculos astronômicos, a escrita, o primeiro código, as cidades-estados e muito mais.


Os hebreus estabeleceram-se na Palestina, por volta de 2000 a.C. A Bíblia é uma das fontes da história dos Hebreus.


Os fenícios ocuparam o litoral da Síria, no norte da Palestina. A grande contribuição cultural dos fenícios foi a invenção do alfabeto fonético simplificado, composto de 22 letras, que incorporado pelos gregos e romanos, serviu de base para o alfabeto atual.


Os persas se organizaram por volta de 2000 a.C., no litoral do Golfo Pérsico, na Ásia.


Organizada em várias tribos, unificadas pelo rei Ciro, formaram o vasto Império Persa, um dos maiores da Antiguidade.


A Grécia formou-se no sul da península balcânica entre os mares Mediterrâneo, Egeu e Jônico.


O povo grego resultou da miscigenação entre os aqueus, jônios, eólicos e dóricos, que se instalaram na região, por volta de 2000 a.C. e 1200 a.C.


A Civilização Grega tem grande importância por sua influência na formação cultural e política do Ocidente.



Sumérios


Sumérios são os habitantes ou as pessoas naturais da Suméria, Sul da Mesopotâmia, onde atualmente se localiza o Iraque e o Kuwait.


Durante muitos anos acreditou-se que teria sido a primeira civilização a se desenvolver nessa região, localizada entre os rios Tigre e Eufrates.


Estudos mostram que a atividade humana na Mesopotâmia, porém, é ainda anterior a 4000 a.C.


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Principais Características dos Sumérios


A civilização suméria se destacou em várias áreas: organização política (cidades-estado), arquitetura, agricultura, comércio.


O calendário surgiu entre esse povo, em 2700 a.C. Antes disso, surge a escrita cuneiforme e, por volta de 3200 a.C., os livros têm origem também com os sumérios.


O desenvolvimento do seu comércio garantiu a riqueza desse povo. Eles produziam e vendiam artesanato, cerâmica, bem como produtos agrícolas, e eram responsáveis por um sistema de irrigação bastante complexo.


Os sumérios eram politeístas, ou seja, acreditavam na existência de vários deuses. Era grande o culto especialmente à Ishtar - a deusa da fertilidade -, a qual representa as forças da natureza e cujo símbolo é uma estrela de cinco pontas.


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Importa referir que nada se sabia sobre esse povo tão importante até o século XIX. As inúmeras descobertas devem-se aos estudiosos que foram levados à região a fim de tentar confirmar as histórias narradas na Bíblia.


As primeiras cidades do mundo são sumérias. Dentre elas, as mais importantes são: Adab, Eridu, Isin, Kullah, Lagash, Larsa, Nippur, Quis, Uruk e Ur, sendo esta considerada a mais poderosa. O saqueamento da cidade de Ur em 2000 a.C. marca o fim da supremacia suméria.


Veja também: Civilização Mesopotâmica


Saiba mais:


História e Origem do CalendárioHistória da Escrita



Queda do Império Romano


Dentre as causas da queda do Império Romano estão: disputas internas pelo poder, invasões bárbaras, divisão entre o Ocidente e o Oriente, a crise econômica e o crescimento do cristianismo.


Oficialmente, o Império Romano do Ocidente termina em 476 d.C., quando o Imperador Rômulo Augusto é obrigado a abdicar em favor de Odoacro, chefe militar de origem germânica.


A capital do Império, Roma, também sofreu as consequências da decadência. Foi saqueada pelas tropas de Alarico, em 410, e posteriormente, seria invadida por vândalos (455) e ostrogodos (546).


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Principais causas do fim do Império Romano


Vejamos alguns motivos que levaram ao declínio e ao fim do Império Romano.


1. Disputas internas


O regime de governo de Roma mudou de República para Império com Júlio César, no séc. I a.C. No entanto, apesar de ter se proclamado imperador, César manteve algumas instituições da República como o Senado.


Nem todos os imperadores, porém, respeitaram o poder dos senadores. Isso acabou por gerar mais atritos entre a classe política e os militares.


À medida que o Império se expandia, ficava cada vez difícil controlar os generais e os governadores das províncias. Não devemos esquecer que o Império Romano chegou a ter 10.000 km de extensão, com territórios no norte da África, Oriente Médio e Europa central.


Assim, com um ótimo exército nas mãos, alguns generais se rebelaram contra o poder central, mergulhando o Império em guerras civis.