terça-feira, 7 de outubro de 2025

Tutancâmon


Tutancâmon foi um faraó da 18 º dinastia e reinou no Egito durante nove anos, de 1336 a 1327 a.C..


Era filho do faraó Aquenatón e de uma concubina. Era, portanto, enteado de Nefertiti, a esposa principal do faraó. Durante seu reinado, Aquenatón tentou introduzir o culto a um deus único, ao deus Aton, identificado com o sol no Egito.


Obs:o nome do faraó foi escrito durante muito tempo na língua portuguesa como Tutankhamon, uma reedição malfeita do inglês. Porém, hoje se utiliza a grafia Tutancâmon, mais de acordo com o português.

Nascido de uma das esposas secundárias do seu pai, Tutancâmon padeceu de alguma doença degenerativa devido aos frequentes casamentos entre irmãos. Sofria constantemente dores nos ossos e devia caminhar apoiado por uma muleta.


Casou-se com sua meia-irmã Anchesenamon (filha de Aquenatón e Nefertiti) aos nove anos. O casal não deixou herdeiros, mas teve duas filhas que morreram quando ainda eram bebês.


Conheça a Teocracia.


Durante seu breve governo, restaurou o culto aos antigos deuses e Tebas voltou a ser capital do reino. Porém, o jovem rei era praticamente um refém de Ay, um alto funcionário da corte que serviu a vários faraós.


Ambicioso, muitos estudiosos atribuem que Ay possa ter assassinado o faraó Tutancâmon. De qualquer forma, era ele quem controlava a entrada de pessoas ao palácio real e influenciava o faraó para tomar qualquer decisão importante.


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Depois da morte de Tutancâmon, Ay se casou com a viúva deste, Anchesenamon, a fim de se legitimar no trono. Também acredita-se que ela tenha sido morta por ele meses depois.


Veja também: Faraó


Contexto Histórico


O reinado do faraó Aquenatón foi marcado por um fato sem precedentes na Antiguidade: a tentativa de instauração do monoteísmo dentro de uma cultura profundamente politeísta.


O faraó transferiu a capital do Reino para Amarna onde rendia culto ao novo deus juntamente com sua família. Esta experiência durou dez anos e acabou por trazer perturbações sociais e políticas em todo reino egípcio.


A numerosa classe sacerdotal não viu com bons olhos o fechamento dos templos e a perda de seus privilégios. Igualmente, o povo simples, não gostou da mudança de cultuar somente um único deus.


Após a morte do faraó Aquenatón, o antigo culto aos deuses foi restaurado por seu filho e sucessor Tutancâmon.


Posteriormente, Aquenatón seria considerado um herege pelos seus sucessores. Desta maneira, o seu nome e o de sua família foi apagado da lista de faraós egípcios.


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Leia mais sobre o Egito Antigo.


Descoberta da Tumba e Múmia


Tutancâmon reinou apenas nove anos durante uma época turbulenta. No entanto, a descoberta do seu túmulo praticamente intacto no ano de 1922, graças ao arqueólogo britânico Howard Carter, restaurou seu nome na história do Antigo Egito.


Isolada no Vale do Reis, o túmulo do faraó Tutancâmon escapou do saque dos ladrões. Por isso deixou para os egiptólogos um tesouro incomparável que permitiu reescrever esta parte da história egípcia.


Os egípcios da Antiguidade acreditavam que após a morte, a vida continuava junto aos deuses. Assim deveriam ir preparados levando alimentos, bebidas, móveis, tecidos e tudo mais que fosse necessário para serem bem-recebidos.


No entanto, os ladrões assaltavam os túmulos e os despojavam de suas riquezas ignorando o castigo do além. A tumba do faraó Tutancâmon ficou intacta permitindo aos historiadores uma fonte de documentos inéditos.


A máscara mortuária do faraó, feita de ouro maciço, é uma das imagens mais conhecidas do Egito Antigo, tanto pela sua beleza quanto por sua perfeição.



Guerra de Troia: o que foi, a duração e quem venceu (resumo)


A Guerra de Troia é uma narrativa mitológica, conhecida através dos poemas de Homero, Ilíada e Odisseia.


Os antigos gregos acreditavam na existência de um grande conflito bélico entre as cidades-estado da Grécia e a cidade de Troia, também conhecida pelos gregos pelo nome de Ílion, e situada na região da Ásia Menor.


Esta guerra teria ocorrido entre 1300 e 1200 a.C., no final da Idade do Bronze, sendo os gregos os vencedores.


Se a Guerra de Troia de fato aconteceu ou era apenas um ciclo de lendas mitológicas são questões que dividem opiniões.


Mapa situando as terras da Grécia e de TroiaCausa da Guerra de Troia


O motivo para a guerra seria o rapto da rainha Helena, de Esparta, por Páris, príncipe de Troia.


Na mitologia grega, Helena, filha da rainha Leda com o deus Zeus, era a mulher mais bela do mundo. Páris teria conquistado o amor de Helena graças à influência de Afrodite, deusa do amor e da beleza.


A situação enfureceu o rei espartano, Menelau, esposo de Helena, que ordenou o cerco a Troia.


Menelau convenceu o irmão, Agamenon, rei de Micenas, a liderar a empreitada para recuperar a rainha.


Em companhia de Menelau, participaram da investida Aquiles, Ulisses, Nestor e Ajax, que foram apoiados por uma frota de mil navios.


Após atravessar o mar Egeu, os gregos sitiaram Troia por dez anos sem, contudo, conseguir avançar sobre as muralhas da cidade.


O mito do Cavalo de Troia e o fim da guerraIlustração com a representação do cavalo de Troia


O fim da guerra ocorreu a partir de uma estratégia inusitada ao território inimigo. Liderados por Ulisses, os gregos construíram um imenso cavalo de madeira.


Ofereceram o cavalo como presente de paz aos troianos, enquanto se afastavam da praia em seus barcos. No entanto, no interior do cavalo estava a elite dos soldados gregos.


A oferta de paz foi aceita pelos troianos, que abriram os portões da cidade e trouxeram o "presente" para dentro de suas muralhas.


À noite, contudo, o destacamento escondido dentro do cavalo saiu e abriu os portões para as tropas que esperavam do lado de fora.


Os gregos destruíram a cidade, se proclamaram vencedores e puseram fim a dez anos de conflito. O episódio deu lugar à expressão "presente de grego".


Páris é morto e a rainha Helena volta ao lado de Menelau para Esparta.


A volta de Ulisses, um dos mais brilhantes estrategistas gregos, foi bastante acidentada e suas aventuras foram narradas na Odisseia. Ali, ele relembra vários episódios do conflito.


Ilíada e Odisseia


É por meio poemas épicos Ilíada e Odisseia que a narrativa da Guerra de Troia chegou aos nossos dias.


A Ilíada conta um período de cerca de cinquenta dias no último ano da Guerra de Troia, centrando-se no herói Aquiles. Por sua vez, a Odisseia narra a longa viagem de retorno de Odisseu, outro herói de Troia, após o fim da guerra.


Os poemas fazem uma intrincada combinação de mitos gregos, onde cada personagem e episódio tem relação com eventos anteriores, com os deuses do Olimpo interferindo no rumo dos acontecimentos.


As pesquisas indicam que ambos teriam sido escritas no século VIII a.C. São consideradas as obras literárias mais antigas do mundo ocidental a terem remanescido de forma completa até os tempos modernos.


As obras fazem parte do Ciclo Épico, conjunto de oito obras com narrativas sobre a Guerra de Troia, do qual seis se perderam.


A Ilíada conta com cerca de 15.693 versos e a Odisseia, com 12.109, todos obedecendo à métrica de versos hexâmetros. As duas obras têm enorme influência na Literatura Ocidental.


A autoria da obra, atribuída desde a Antiguidade ao poeta Homero, também é controversa. Não se sabe ao certo se Homero de fato existiu ou se representa a personificação de um estilo de narrativa.


O que se sabe é que, antes de terem se transformado em poemas escritos, os versos da Ilíada e da Odisseia circulavam através da tradição oral. Antes do aparecimento da escrita entre aquele povo, os aedos, poetas da Antiga Grécia, recitavam seus versos de cor em reuniões públicas. É possível que Homero tenha sido um destes aedos.


O imaginário em torno da Guerra de Troia também inspirou o poeta romano Virgílio a escrever o poema épico Eneida, no século I a.C.


Quem foi Aquiles


Aquiles é o personagem principal da Ilíada. Na mitologia grega, Aquiles é um semideus eleito para morrer ainda jovem na batalha.


Temendo seu destino, Tétis, a ninfa mãe de Aquiles, o mergulhou ainda bebê nas águas do rio Estige, também chamado de rio infernal, para torná-lo invencível.


O banho, contudo, não foi completo e o calcanhar de Aquiles, justamente onde a mãe o segurou, não foi tocado pela água. Essa é a origem da expressão "calcanhar de Aquiles", porque indica o ponto mais frágil de uma pessoa.


Escultura de Aquiles morrendo, por Christophe Veyrier e Miguel José Joseph (1683)


Tétis ainda tentou outra forma de preservar a vida do filho e o criou como menina. A estratégia não correu bem e Ulisses, quando toma conhecimento que só com a ajuda de Aquiles conseguira vencer a guerra, o identifica entre as mulheres da ilha de Ciros.


Como afirmava a profecia, Aquiles morre jovem na batalha ao ser atingido por uma flecha envenenada no calcanhar. Não morre sem antes demonstrar ser um valente e fiel guerreiro, como narram os relatos de Homero.


A Guerra de Troia realmente aconteceu?


Ao longo de séculos, alimentou-se uma grande controvérsia se a narrativa da Guerra de Troia era puramente mitológica ou se tinha bases históricas comprováveis.


Escavações arqueológicas desenvolvidas a partir de 1873 encontraram evidências de que Troia de fato existiu. A cidade localizava-se na região de Hisarlik (na atual Turquia), próximo ao Estreito de Dardanelo, ligação entre o Mar Egeu e o Mar de Mármara. Evidências comprovam que a região foi habitada sucessivamente por cerca de 4000 mil anos.


Contudo, embora as ruínas de Troia tenham sido descobertas, ainda permanece em debate se teria de fato ocorrido um grande confronto entre gregos e troianos, como aquele descrito na Ilíada.


A falta de qualquer fonte histórica hitita, povo que habitava aquele território, também põe em xeque o argumento de uma grande guerra como causadora da destruição de Troia.


Assim, a historicidade da Guerra de Troia segue dividindo opiniões.


Leia também:


Período Pré-HoméricoAquilesIlíadaOdisseiaDeusa Afrodite


Referências Bibliográficas


MARTINS, Kim. A Descoberta de Troia. Tradução de Ricardo Albuquerque. World History Encyclopedia, 22 de março de 2023. Disponível em: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2196/a-descoberta-de-troia/ (acesso em 05/04/2024).


A Guerra de Troia existiu mesmo ou é um mito exagerado pelas narrativas épicas? Revista BBC History, 16 julho 2018. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44816035 (acesso em 05/04/2024).



Tupac Amaru II


Tupac Amaru II foi um revolucionário peruano cuja trajetória interferiu diretamente no processo de independência da América espanhola.


Foi o último rei da dinastia real Inca. Nasceu em 1738, em Cuzco, e foi assassinado em 1781, após o fracasso na insurreição contra os espanhóis.


O último rei inca é descrito com um homem elegante, carismático, e culto. Educado por jesuítas, ainda é considerado um símbolo da revolta indígena. No século XX, inspirou revolucionários, como o próprio Che Guevara.


Pintura a óleo de Tupac Amaru II


Biografia


Tupac Amaru II tinha grande prestígio entre indígenas e, também entre os espanhóis. Tanto, que recebeu o título de Marquês de Oropesa. Educado no colégio de San Bernardo de Cuzco, tornou-se chefe de Tungasuca, Surimana e Pampamarca.


Homem rico, possuía um grande plantel de mulas e lhamas, utilizadas para fazer o transporte entre as cidades. E foi a discordância do sistema de impostos espanhol que influenciou, em 1780, a primeira rebelião liderada por Tupac Amaru II.


Para os mestiços e os demais moradores das colônias de Espanha, os corregedores pesavam na cobrança dos tributos e eram injustos na distribuição de bens e serviços.


Os sistemas, denominados mitas e obrajes, instituídos pela monarquia espanhola geraram descontentamento. Nesses sistemas, os indígenas e mestiços trabalhavam em regime de semi-escravidão.


Como forma de irrigar os cofres públicos, a coroa espanhola reformou o sistema de arrecadação de impostos entre 1776 e 1787. O novo sistema elevava o recolhimento de tributos nos portos ligados à Espanha, mas acabou por empobrecer as demais regiões, como o Peru.


As cidades, que passavam por elevado crescimento, tiveram que enfrentar uma crise econômica acentuada devido à estagnação da indústria, à redução da circulação de dinheiro e, ainda, à queda do poder aquisitivo resultante pesada carga tributária.


O impacto direto, considerado o motor da revolta contra a Espanha, estava nas classes mais pobres, que foram punidas com extrema violência. Os revoltosos foram considerados desleais com o rei de Espanha, Carlos III.


Além da violência, os indígenas tiveram que atuar mais no sistema de mitas, que consistia em trabalhos forçados nas minas de prata em troca da liberdade.


Mesmo com a carga horária além do limite, a coroa exigiu maior participação nas mitas para a construção de casas, prédios públicos e o cultivo de coca e vinha.


Obrigados a deslocar-se das montanhas para as planícies, os indígenas passaram por um processo denominado "agressão climática" e muitos morreram em consequência de doenças e dos castigos corporais.


O contexto foi levado pelo próprio Tupac Amaru II para os representantes da coroa em 1776. As queixas não foram aceitas e, em 1778, ocorreu o primeiro levante contra o sistema de mitas, que foi sufocado.


Na continuação do sistema, em 10 de novembro de 1780, o prefeito Antonio Arriaga foi preso e executado pelas ordens do próprio Tupac Amaru II. Como resposta, 1,2 mil homens foram enviados para Cuzco, o líder ainda teria tentado negociar a rendição da cidade.


A revolta, porém, já havia se espalhado e chegava à Argentina, atingindo 60 mil índios. Foi este o último grande massacre espanhol antes do processo final de independência. O suporte espanhol foi de 17 mil soldados, melhor equipados e com um preparo bélico superior aos indígenas.


Os homens de Tupac Amaru II foram derrotados em 6 de abril de 1781. O líder foi traído pelo criollo Francisco Santa Cruz, que informou seu paradeiro e da família. Assim, no dia 18 de maio daquele nano, o líder assistiu à execução de sua família e, em seguida, foi assassinado.


O líder indígena teve a língua cortada e seus membros foram amarrados a quatro cavalos que seguiram em direções opostas. Como a morte demorou em demasiado, o carrasco ordenou que a cabeça fosse cortada.


Hoje, Tupac Amaru II é lembrado como o líder que deu início ao processo de independência do Peru e, com ela, de toda a América espanhola. Foi considerado de política plural, unindo índios, mestiços, criollos e, até, mesmo espanhóis na causa da emancipação.


Movimento Revolucionário Tupac Amaru


O MRTA (Movimento Revolucionário Tupac Amaru) foi fundado em 1982, no Peru, e teve com inspiração Tupac Amaru. De extrema esquerda, esse movimento armado promovia assaltos e sequestrava pessoas ricas para pedir resgate e financiar suas atividades.


Tinha representantes na Bolívia, Equador e Chile. Entre seus feitos mais lembrados está o sequestro do embaixador japonês no Chile. O diplomata foi retido em casa juntamente com 490 reféns, entre juízes, políticos, e empresários.


O sequestro durou 126 dias e tinha com o objetivo a libertação de 442 presos políticos peruanos. Os 14 integrantes do movimento foram assassinados sob o comando do presidente Alberto Fujimori em 22 de abril de 1997.


Reféns do grupo informaram à imprensa que muitos tentaram se render, mas foram mortos da mesma maneira. A ação recebeu severas críticas da comunidade internacional.



Amonitas


Os amonitas, amoritas, amom ou filhos de amom correspondem a uma das antigas civilizações que habitaram a região da Mesopotâmia.


Povo semita, os amonitas eram guerreiros e conhecidos por serem cruéis e praticaram atos de barbárie. A principal cidade dessa civilização era Raba Amom (atual capital da Jordânia), daí o nome do povo.


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Além deles, diversos povos mesopotâmicos habitaram a região: sumérios, acádios, assírios, hititas e caldeus.


Origem


Provavelmente os amonitas migraram do deserto da Arábia cerca de 2000 a.C., se estabelecendo na cidade da Babilônia.


História


Desde que chegaram na Babilônia, os amonitas conquistaram diversas regiões do Golfo Pérsico até o norte da Assíria (atual Jordânia e Palestina).


Sob o comando do rei Hamurabi (1728-1686 a.C.) eles dominaram grande parte da região e fundaram o "Primeiro Império Babilônico". A sociedade escravocrata era comandada por um líder, sendo os cargos hereditários.


Aos poucos, Hamurabi conseguiu unificar toda a região conquistada, estabelecendo o que ficou conhecido como "Código de Hamurabi" um conjunto de leis de cunho social e econômico que incluía a punição dos cidadãos.


Esse rígido código de conduta está fundamentado no famoso ditado “olho por olho, dente por dente”, que segundo a ação, o acusado é merecedor de um castigo contíguo.


O declínio dessa civilização se deu com a invasão de outros povos da mesopotâmia denominados de casitas e hititas. Esses últimos possuíam diversas armas de ferro e ainda, cavalos.


Moabitas


Segundo a Bíblia, tanto os Amonitas quanto os Moabitas são descendentes de Ló. Ambas tiveram uma relação incestuosa com o pai, nascendo os filhos: Moabe e Ben-Ami.



Gregos


Os gregos foram um dos povos mais importantes da Antiguidade e sua civilização influenciou todo o Ocidente.


Desenvolveram formas de filosofia, política, arte e esportes, que são utilizados até hoje.


Seu território ocupava o continente europeu e quase 1000 ilhas espalhadas pelo Mar Mediterrâneo.


Povos gregos


Os gregos estavam constituídos de vários povos como os aqueus, jônios, dóricos, tribos áticas, etc.


Consideravam que seu herói fundador era Heleno, um adivinho que é retratado na obra "Odisseia" e chamavam a si mesmo de “helenos”. Este também era o nome de uma aldeia situada no noroeste da atual Grécia.


A palavra “Grécia” foi empregada pelos romanos e significa “terra dos gregos”.


Deuses gregos


Os habitantes da Grécia antiga eram politeístas e cultuavam vários deuses, semideuses e heróis.


A religião cumpria o papel de unificar os diferentes povoados e tinha como objetivo formar moralmente a sociedade. As lendas dos deuses serviam para ensinar valores aos cidadãos e garantir o bom funcionamento da polis.


Cada tribo afirmava que havia sido fundada por um herói mítico e as festas dedicadas às divindades eram um importante acontecimento social.


Os principais deuses gregos eram os 12 que moravam no monte Olimpo: Zeus, Hera, Poseidon, Atena, Ares, Deméter, Apolo, Ártemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dionísio.


História da Grécia Antiga


Para fins de estudo, dividimos a história da Grécia Antiga em quatro períodos:


Pré-Homérico (séculos XX - XII a.C.)Homérico (séculos XII - VIII a.C.)Arcaico (séculos VIII - VI a.C.)Clássico (séculos V - IV a.C.)


Durante o período Arcaico observamos o surgimento das cidades-estados gregas, o desenvolvimento da filosofia e da arte grega que tanto influenciariam o mundo ocidental.


Cidades gregas


Cada cidade grega possuía seu próprio sistema político e por isso foram chamadas de cidades-estado.


Enquanto verificamos em Atenas o início da democracia, onde os cidadãos podiam participar da política; em Esparta, por outro lado, vemos maior centralização do governo.


No entanto, as cidades-estados fazem alianças com outras cidades em caso de guerra. Quando deviam enfrentar um inimigo comum, como foi o caso dos persas, as cidades gregas se uniam.


Veja também: Esparta e Atenas


Cultura grega


Os gregos gostavam de teatro, poesia, música e dança.


As peças teatrais tinham uma função religiosa, pois eram encenadas durante as festas ao deus Dionísio. Da mesma forma, cumpriam um papel moral, porque sempre passavam uma lição para os espectadores.


Da mesma forma apreciavam a poesia épica, cantada pelos poetas, que se baseavam em obras como a "Odisseia" e a "Ilíada". Estas eram recitadas nas festas domésticas ou públicas.


Os instrumentos musicais gregos mais comuns eram a lira, indispensável para recitar os poemas, e flautas de diferentes tamanhos. A música grega chegou até os dias atuais através dos modos das escalas musicais que os gregos utilizavam.


Sociedade grega


Embora houvesse diferenças em cada uma das cidades-estado, a sociedade grega era dividida em homens livres, estrangeiros e escravos.


As mulheres não eram consideradas nesta contagem, pois mesmo se tivessem liberdade, não possuíam direitos políticos.


Cidadãos


A sociedade grega era encabeçada pelos cidadãos nascidos na cidade. Em Atenas, por exemplo, independente da quantidade de dinheiro, todo cidadão podia intervir nos assuntos da cidade-estado.


Os cidadãos se reuniam na ágora para aprovar leis, julgar os delitos e decidir a guerra.


Veja também: Democracia ateniense


Escravos


Os seres humanos eram escravizados durante as guerras ou para saldar alguma dívida. Eram empregados em diversas tarefas, tanto nas domésticas como no comércio e agricultura.


Calcula-se que 40% da população de Atenas era composta de escravos que exerciam profissões qualificadas como professores, médicos, pintores, escribas, secretários particulares e muito mais.


Estrangeiros


Como cada cidade-estado era independente, o estrangeiro poderia ser alguém da cidade vizinha. Não possuíam direitos políticos, nem terras e,por isso, dedicavam-se ao comércio e à produção de bens.


Mulheres


As mulheres casavam-se aos 15 anos, numa cerimônia doméstica, diante do altar familiar. A mulher se ocupava dos escravos, dos filhos e tecia as roupas necessárias para todos na casa.


Diferenças sociais


A divisão social ficava clara durante a guerra. Os ricos combatiam na cavalaria, pois tinham condições para manter o animal.


Aqueles que não tinham meios, ingressavam na infantaria e lutavam a pé, armados de lança, capacete e escudo; enquanto os pobres e condenados, remavam nas galeras dos barcos.


Economia grega


As grandes cidades, como Atenas e Esparta, tinham sua própria moeda.


Atenas aproveitou as minas de prata da região de Laurion para cunhar sua moeda, que será a mais valiosa da região. Desta maneira foi possível sustentar guerras com seus vizinhos.


A agricultura constituía no cultivo de uvas, para a fabricação do vinho; olivas, de onde se extraía o azeite e grãos para o pão, como a cevada e o trigo. Muitos desses produtos eram exportados para outras localidades ao longo do Mediterrâneo.


Existiam artesãos especializados em fabricar produtos em cerâmica, couro e metais.


Temos mais textos sobre os gregos para você:


Período Pré-HoméricoPeriodo ArcaicoAqueusDeuses do Olimpo



Dórios


Os dórios ou dóricos são um dos povos indo-europeus da antiguidade que contribuíram para o desenvolvimento da cultura grega, ao invadirem o território da hélade.


Além deles, os aqueus, jônios e eólios foram outros grupos étnicos responsáveis pela produção da cultura grega. Na “Odisseia” uma das principias obras do escritor grego Homero, eles são mencionados como “dóricos”.


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Resumo


Por volta de 1200 a.C., os dórios habitaram diversas regiões da Grécia que, aos poucos foram conquistando, nas regiões da Ática, Peloponeso, Ilha de Creta. Os dórios tinham uma cultura e um dialeto próprios, embora não dominasses a escrita.


Com forte característica militar, eles chegaram a dominar diversas partes de maneira violenta, destruindo e incendiando cidades da cultura micênica ao matarem diversas pessoas.


Isso propiciou a miscigenação dos povos e a mescla de culturas das civilizações que já existiam na região: aqueus, jônios e os eólios.


Muitas cidades foram fundadas pelos dórios as quais se transformaram em importantes núcleos urbanos: Argos, Corinto, Mégara e Rodes. No entanto, a maneira belicosa dos dórios fez com que a cultura grega atingisse tal retrocesso e por esse motivo, o período ficou conhecido como “Idade das Trevas” na Grécia.


Como consequência da invasão dórica, diversas pessoas se dispersaram e fugiram para outros locais. Esse movimento ficou conhecido como “Primeira Diáspora Grega”. Isso possibilitou a criação de diversas cidades-estado e uma nova organização na estrutura social que, mais tarde, seria comandada pelos Genos (unidades familiares).


Vale lembrar que grande parte dos espartanos que viviam em Esparta eram de origem dórica, o que explica o caráter belicoso da sociedade espartana. Esse ataque truculento, pôs era fim ao período pré-homérico da história grega.



Hititas


Os hititas ou a civilização hitita representa um dos povos que viveram na Antiguidade.


Ainda que seja pouco conhecida, a civilização hitita foi umas das maiores da antiguidade, ao lado dos egípcios. Eles são citados diversas vezes na Bíblia (Antigo Testamento) e na obra “Odisseia” de Homero.


Principais Características dos HititasOrigem


Oriundos da região do Cáucaso, os hititas representam um povo indo-europeu que viveu numa região próxima ao mar morto durante o período de 1600 a.C. a 1200 a.C., quando, por fim, foram dominados pelos assírios, uma vez que estes apresentavam maior poder e avançada tecnologia militar.


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Localização Geográfica


O império hitita estava localizado na península da Anatólia (atual Turquia, Síria e Líbano). A capital do império hitita era Hattusa, localizada na Ásia Central. No fim do império, Hattusa foi invadida, saqueada e queimada.


Sociedade


O império hitita representou uma das grandes civilizações da humanidade, os quais eram comandados por um rei soberano. Para eles, o rei era considerado uma entidade divina e quando ele morria, se tornava um Deus. Tanto os escravos quanto as mulheres possuíam alguma liberdade.


Religião


Conhecida como “a religião dos mil deuses”, a religião dos hititas era baseada no Politeísmo, ou seja, a crença em diversas divindades, das quais estavam relacionadas, sobretudo, com os elementos da natureza.


Economia


As principais atividades econômicas dos hititas eram a agricultura, a mineração e comércio. Eles foram os pioneiros nos usos do ferro, apresentando técnicas de metalurgia avançadas para a época.


Cultura e Arte


Sem dúvida o império hitita prosperou com a presença de diversas cidades-estados amuralhadas que apresentavam uma elaborada arquitetura (templos, palácios, habitações, etc.).


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Grande parte das esculturas hititas estavam relacionadas com os animais, os quais protegiam as portas das cidades.


Influenciada pela cultura babilônica, a arte hitita estava associada aos diversos rituais religiosos, sendo o artesanato uma das importantes atividades dessa civilização.


Quando falamos de cultura hitita é importante destacar, ainda, a escrita cuneiforme encontrada em diversas placas de argilas. Eles escreviam sobre diversos temas, desde religião, literatura e história.


Além da escrita cuneiforme, foram encontradas placas com uma escrita pictográfica, ou seja, baseada em figuras. Vale notar que a língua dos hititas, o mais antigo idioma indo-europeu, deu origem a muitos outros na Europa e na Ásia.


Batalha de Kadesh


A Batalha de Kadesh foi travada por volta do ano de 1274 a.C. entre os egípcios, liderada por Ramsés II, e os hititas, liderados pelo rei Muwatali.


Ela começou por conta da ânsia egípcia pela conquista de territórios, no entanto, teve a vitória dos hititas. Ainda que alguns historiadores acreditam que não teve um vencedor, após essa batalha foi assinado um tratado de paz entre os povos, possivelmente o primeiro tratado internacional de paz.



Jônios


Os jônios, jônicos ou iônios são um dos povos da antiguidade que auxiliaram na formação da cultura grega (ciência, filosofia e arte).


Além deles, os aqueus, os eólios e os dórios tiveram um papel preponderante na construção do mundo grego na antiguidade.


História


Os Jônios chegaram no território grego por volta de 2000 a. C. habitando parte do Peloponeso e da Ática, alterando assim, toda a estrutura estabelecida por outros povos. Com forte tradição militar, eles ocuparam diversas regiões da Hélade de maneira violenta.


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Dentro de uma sociedade belicosa e hierárquica, os jônios foram responsáveis pela escravização de diversas pessoas que habitavam o local, sobretudo dos aqueus e eólios.


Com a expansão da civilização jônica, diversas construções foram erigidas desde templos, muralhas e palácios, marcando definitivamente sua presença no território.


Como passar do tempo e a fundação de diversas cidades, eles formaram a “liga jônica”, a qual era composta de doze cidades: Éfeso, Samos, Priene, Colofón, Clazómenas, Quios, Mileto, Teos, Mionto, Lebedos, Foceia e Eritras.


Com a chegada dos dórios no Peloponeso, no final do período pré-homérico, os jônios migraram para a região da Ásia menor, habitando parte do local.


Aprofunde seus conhecimentos no assunto, com a leitura dos textos:


Grécia AntigaPeríodo Pré-HoméricoDórios



Aqueus




Os aqueus representam uma das civilizações antigas que viveram na Idade Bronze. Foram responsáveis por parte da colonização da Grécia Antiga, sendo um dos primeiros a habitarem a região do Peloponeso.


Por volta de 2000 a.C. os aqueus migraram para regiões próximas ao Mar Mediterrâneo. De origem indo-europeia, eram um povo nômade em busca de terras férteis.


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Os aqueus designavam uma civilização guerreira que acabou por dominar os povos que ali viviam, chamados de pelasgos. Assim, se fixaram na região e fundaram diversas cidades das quais se destaca Micenas e, por isso, ficaram conhecidos como Micênicos.


Além dela, Tirinto e Argos foram importantes núcleos urbanos, econômicos e políticos. Uma das características dessa civilização era a forte tendência ao comércio, o que permitiu que dominassem economicamente a região do Mediterrâneo Oriental. Nessa época, foram edificados diversos palácios, templos e fortalezas.


Por conseguinte, chegaram a Creta e dominaram a civilização que lá vivia: os cretenses. Com esse contato, a cultura micênica acabou por absorver diversos aspectos dos habitantes de Creta, formando uma cultura que ficou conhecida por "Micênica-Cretense". Mais tarde, eles enfrentaram os troianos na Guerra de Troia.


Além dos aqueus, diversos povos indo-europeus invadiram as regiões gregas, como os eólios, os jônios e os dórios, que resultaram na mescla de etnias e culturas.



Nero


Nero Cláudio César Augusto Germânico (37-68 d.C.), nascido Lúcio Domício Enobarbo, foi o quinto imperador de Roma, último da dinastia júlio-claudiana, entre os anos de 54 e 68 d.C.


Foi um jovem e excêntrico imperador, governando o Império Romano dos 16 aos 30 anos.


Durante esse curto período, dedicou-se à política, mas também foi um profundo admirador da música, do circo, do teatro e do esporte. Julgava-se um excelente cantor e poeta, disputou e "venceu", ou melhor, se declarou vencedor das olimpíadas.


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Foi acusado da morte de seu irmão, sua mãe, de duas esposas, uma estando grávida, e de um grande número de opositores.


Ficou conhecido também por ser responsável pelo Grande Incêndio de Roma, mas ainda hoje discute-se sobre a sua real causa. Uma das maiores personalidades da história da humanidade, sua figura ainda hoje é tema de debate, fonte de algumas incertezas e ambiguidades.


Isso se dá porque a maioria dos relatos de sua época foram perdidos e a maior parte da documentação preservada são posteriores ao seu mandato, contando com uma forte oposição ao seu governo.


Assim, se coloca em questão a veracidade dos eventos relatados e a narrativa construída, desde então, acerca de Nero. É certo que ele foi severo com seus opositores, ordenando diversas execuções.


Boa parte do que se sabe ainda hoje sobre o jovem imperador romano, compreendido como demoníaco, considerado por muitos como o "anticristo", é uma interpretação com base em historiadores que eram seus opositores.


A verdade sobre Nero permanece como um mistério, muito difícil de ser revelada, repleta de contradições, mas que movimenta muitas pesquisas atualmente.


A ascensão de Nero ao poder


Nero era sobrinho do Imperador Cláudio e este casou-se com sua mãe, Agripina e o adotou como filho, transformando-o no sucessor direto ao trono por ser mais velho que seu meio-irmão, Britânico. Foi educado e recebeu o auxílio de seu preceptor, o filósofo Sêneca.


Há indícios de que sua mãe tenha planejado o assassinato de Cláudio para facilitar a chegada ao poder de Nero.


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Com a morte de Cláudio, Nero, aos 14 anos, foi declarado o sucessor do trono, mas como era jovem demais, deveria esperar até estar formado. Aos 16 anos foi nomeado César (em latim cæsar), nome dado ao imperador romano. Nero foi o quinto césar, o último da dinastia júlio-claudiana.


Em 54 d.C., o imperador Nero, apoiado por sua mãe e Sêneca, conseguiu estabelecer alguns anos de paz, diminuiu a atividade bélica. Os primeiros anos de sua administração foram marcados pela prosperidade dos territórios dominados e consideráveis avanços administrativos no que diz respeito às decisões políticas.


Os anos do Império de Nero


Ele pregava uma separação bem definida entre sua vida particular e sua atuação como político. Essa divisão agradou parte do Senado e possibilitou ao imperador desenvolver seus interesses pessoais, em extensos banquetes públicos e em suas atividades como cantor, músico lirista, com sua poesia ou em corridas de bigas.


Busto de Nero, Museu Palatino em Roma


Nero proibiu as lutas com morte e em contra-partida, estimulou as atividades no circo e as competições atléticas. Ele também permitiu que os escravos denunciassem as injustiças cometidas por seus senhores.


Entretanto, seu irmão Britânico, possuía o apoio de parte do senado e era uma ameaça a seu governo. No dia antes de Britânico atingir a maioridade, faleceu em decorrência de um ataque epilético suspeito.


Os historiadores romanos Tácito e Dião Cássio afirmam que Nero e sua mãe conspiraram e envenenaram seu meio-irmão para garantir seu poder.


Esse episódio marca o fim do período pacífico e início de uma mudança no governo de Nero, fundamentado na sua desconfiança de tudo e de todos, inclusive de sua mãe, com quem tinha uma relação conflituosa.


Segundo os relatos da época, Agripina, mãe de Nero era uma mulher poderosa e controladora. Foi acusado de ter relações incestuosas com sua mãe. Em 59 d.C, o imperador enviou assassinos para executá-la, sob suspeita de que teria conspirado contra seu governo.


A vida afetiva de Nero também foi muito conturbada. O imperador casou-se quatro vezes. Sua primeira esposa, Cláudia Otávia, era sua meia-irmã, irmã de Britânico. O casamento não durou muito. Nero engravidou Popeia Sabina, em uma relação extra conjugal, divorciou-se de Cláudia Otávia e baniu-a de Roma.


O banimento de sua primeira esposa, querida pelo povo romano, gerou inúmeros protestos, Nero percebeu que a situação causava instabilidade e ordenou que a matassem fazendo parecer uma morte natural.


Casou-se com Popeia e ela gerou sua única filha, mas a criança morreu com apenas 4 meses de vida e recebeu o título de augusta, uma grande honraria do império romano.


Em 63, Popeia Sabina estava grávida novamente e, segundo relatos de seus opositores, em uma discussão, foi agredida por Nero com chutes na barriga e acabou morrendo em decorrência da agressão.


Os historiadores modernos propõem que a morte teria sido causada por complicações no parto ou por um aborto espontâneo. Há relatos de que Nero não cremou sua esposa, como era o costume, rendeu-lhe honrarias divinas, queimou incenso e embalsamou-a, uma ação que seria contraditória à agressão.


Posteriormente, casou-se ainda com Estacília Messalina e também com Esporo, um escravo liberto que o imperador mandou castrar e o desposou-o. Historiadores da época relatam a semelhança de Esporo com Popeia Sabina e dizem que Nero chamava-o pelo nome da esposa morta.


O grande incêndio de Roma


Um dos episódios mais marcantes da vida de Nero foi o grande incêndio que destruiu boa parte de Roma, em 64 d.C. Esse evento, gerou diversas hipóteses e controvérsias. O incêndio tomou grandes proporções afetando dez das catorze zonas da Roma antiga.


Sobre esse evento há uma disputa entre diversas hipóteses.


Uma das narrativas disseminadas no período posterior a sua morte afirma que Nero teria colocado fogo na cidade para servir-lhe de inspiração para sua composição como artista.


Alguns relatos da época dizem que Nero estava o Imperador estava fora de Roma durante o incêndio. Outra possibilidade aponta para a vontade de Nero de reconstruir a cidade e propor um projeto urbanístico a seu modo, ou mesmo para a construção do novo palácio.


De fato, após o incêndio, Nero deu início à construção da Casa Dourada (Domus Aurea), um palácio em uma área de cerca de 2 000 000 m2, revestido de ouro, marfim e pedras preciosas. O palácio também contava com lagos artificiais, jardins e inúmeras salas para festas, atividade favorita de Nero.


Na hipótese mais aceita, os soldados romanos teriam iniciado o incêndio acidentalmente em uma perseguição aos cristãos. O próprio Imperador culpou os cristãos pelo incêndio, o que justificou uma maior perseguição.


O Grande Incêndio de Roma dá o início do declínio do governo de Nero. Após esse evento, a oposição a Nero intensificou-se, culminando em sua queda em 68 d.C.


O fim do império de Nero e sua morte


O avanço da oposição a Nero se deu por conta do aumento dos impostos no império e pela intensificação da perseguição aos cristãos.


O clima de insegurança se alastrou pelo império e acabou gerando uma reação, a partir de uma série de complôs contra o governo. Estudos recentes apontam que Nero foi mantido no poder por obter um grande apoio das camadas mais populares do povo romano.


Entretanto, sua vaidade o levou a realizar uma longa turnê pela Grécia em 67/68 d.C., para demonstrar seus dotes artísticos. O afastamento da capital do império contribuiu para a perda de apoio e possibilitou o golpe de estado.


Por fim, em 68 d.C., o Senado declarou Nero como inimigo público e escolheu Galba como seu sucessor no poder. Nero decidiu fugir de Roma, mas segundo relatos, ao ser alcançado por um soldado romano, optou por tirar a própria vida.


Após sua morte, seguiu-se um período de instabilidade no poder conhecido como "o ano dos quatro imperadores"(68-69 d.C.). Nesse período governaram o Império: Galba, Otão, Vitélio e, por fim, Vespasiano, que ficou no poder até 79 d.C.


Segundo os historiadores contemporâneos, a morte de Nero dá continuidade a sua figura dúbia. Ao que parece, a classe dos poderosos e mais algumas parcelas da população comemoraram a sua morte, enquanto uma parte das camadas mais populares sofreu por sua perda.


Por conta do intenso ataque aos cristãos, Nero ficou conhecido como o anticristo. Isso contribuiu para sua péssima fama e para a ampliação da narrativa de seus opositores, após a ascensão cristã na Europa.



domingo, 5 de outubro de 2025

Código de Hamurabi


O Código de Hamurabi é um conjunto de leis que foram criadas por volta de 1780 a.C. na Mesopotâmia.


Recebe esse nome uma vez que está associada ao sexto rei sumério, fundador do I Império Babilônico, Hamurabi.


História


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Numa das colunas onde está escrito parte do Código, Hamurabi recebe o Código das mãos do deus Samas, o deus Sol e da Justiça


Quem foi Hamurabi?


Hamurabi nasceu por volta de 1810 a.C. e faleceu em 1750 a.C. Foi o sexto soberano da dinastia dos reis Babilônicos. Seu reinado durou mais de 40 anos e, apesar de suas conquistas militares, ele é lembrado pela sua interpretação de justiça que visava organizar o povo.


Igualmente, tentou instituir o culto a um único deus como forma de unificar as diferentes religiões dos seus súditos. Não foi bem-sucedido, mas ao menos estabeleceu que o deus Sol, Shamash (ou Samas) deveria ser adorado por todos.


Antes do Código de Hamurabi já existiam outros códigos na Mesopotâmia, como o Código de UR-Nammu que enfatizava a compensação pecuniária para os delitos cometidos e não a lei de talião.


Lei de Talião


A lei de talião pode ser resumida no famoso versículo encontrado no Livro de Levítico “olho por olho, dente por dente”. Isto quer dizer que todo crime cometido teria uma punição proporcional.


Embora seja considerada no século XXI como uma lei primitiva ou exagerada, o certo é que esta lei pode ser considerada um avanço dentro do seu contexto histórico.


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Antes dela, a vítima podia realizar sua vingança pessoalmente e da maneira que bem entendesse. Com a lei de talião, a pena deveria ser adequada ao crime e executada por uma instituição específica.


Características


No Código de Hamurabi, as leis não eram equitativas, pois a aplicação variava se o indivíduo era livre, escravo ou servo, homem ou mulher.


Com o intuito de implementar a justiça, o código jurídico foi também utilizado na Grécia e Roma Antiga. Até os dias atuais elas servem como inspiração para a elaboração dos direitos, deveres e obrigações dos cidadãos.


No epílogo da obra, podemos conferir as palavras do rei:


“Para que o forte não prejudique o mais fraco, afim de proteger as viúvas e os órfãos, ergui a Babilônia...para falar de justiça a toda a terra, para resolver todas as disputas e sanar todos os ferimentos, elaborei estas palavras preciosas...”


Leis do Código de Hamurabi: Resumo


O Código de Hamurabi foi talhado numa grande rocha de diorito de 2,25 metros de altura, 1,60 metros de circunferência na parte superior e 1,90 metros na base.


Foi formado por 282 leis da antiga Babilônia dispostas em 46 colunas com cerca de 3600 linhas em escrita cuneiforme acádia.


Foi encontrado por arqueólogos franceses no início do século XX, na cidade de Susa, Irã, e traduzido para diversas línguas.


Atualmente, o original está no Museu do Louvre, em Paris.


Detalhe do Código de Hamurabi


O texto trata de diversos assuntos como: classes sociais, comércio, propriedade, família, trabalho, roubo, lei do talião (olho por olho, dente por dente), estupro, pena de morte, etc.


Confira abaixo os temas dos artigos:


I - Sortilégios, juízo de deus, falso testemunho, prevaricação de juízes;


II - Crimes de furto e de roubo, reivindicação de móveis;


III - Direitos e deveres dos oficiais, dos gregários e dos vassalos em geral, organização do benefício;


IV - Locações e regime geral dos fundos rústicos, mútuo, locação de casas, dação em pagamento;


V - Relações entre comerciantes e comissionários;


VI - Regulamento das tabernas (taberneiros prepostos, polícia, penas e tarifas);


VII - Obrigações (contratos de transporte, mútuo) processo executivo e servidão por dívidas;


VIII - Contratos de depósito;


IX - Injúria e difamação;


X - Matrimônio e família, delitos contra a ordem da família, contribuições e doações nupciais, sucessão;


XI - Adoção, ofensas aos pais, substituição de criança;


XII - Delitos e penas (lesões corporais, talião, indenização e composição);


XIII - Médicos e veterinários; arquitetos e bateleiros (salários, honorários e responsabilidade) choque de embarcações;


XIV - Sequestro, locações de animais, lavradores de campo, pastores, operários. Danos, furtos de arneses, d'água, de escravos (ação redibitória, responsabilidade por evicção, disciplina).


Veja aqui Código de Hamurabi completo em pdf.


CuriosidadesO código de Hamurabi é um dos documentos jurídicos mais antigos relacionados com os direitos humanos.Não há evidências documentais que afirmem que o código foi aplicado, mas com certeza ele foi copiado e estudado pelas gerações posteriores.Dentre as leis mais estranhas encontramos no código a que ditava o afogamento do cervejeiro em sua própria bebida, se ela fosse ruim.



Guerras Púnicas



Guerras Púnicas é o nome dado a três guerras travadas entre Cartago – cidade localizada no norte da África e Roma, entre os anos 264 a.C e 146 a.C..


Cartago detinha o monopólio comercial marítimo, enquanto Roma almejava o expansionismo. Ambas lutaram pelo domínio da região do Mar Mediterrâneo.


Púnico era o nome dado ao cartaginense pelos romanos, por isso, as guerras recebem esse nome.


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Causas


O Mar Mediterrâneo era dominado pelos grandes navegadores fenícios, povo que tinha o comércio marítimo como principal atividade econômica. Após a conquista da Fenícia o seu povo fugiu e fundou Cartago que, então dominava o Mar Mediterrâneo e territórios próximos à Península Itálica.


Roma, que dominava a Península Itálica, almejava agora o Mar Mediterrâneo e o controle do seu comércio.


Leia também: Fenícios.


Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.)


Inicialmente, Roma e Cartago mantinham boas relações comerciais e eram aliadas no propósito de apaziguar as relações na ilha de Sicília, que se mantinham instáveis.


A Sicília, pertencente à Siracusa, era um ponto estratégico para o desenvolvimento do comércio marítimo e era, assim, dominada por Cartago.


A Primeira Guerra Púnica tem início quando Roma, vislumbrando a possibilidade de conquistar a ilha e expandir seu território, expulsa os cartagineses que lá viviam.


Ao fim desta guerra, os cartagineses foram vencidos pelos romando e perderam o domínio das ilhas Sicília, Córsega e Sardenha. Além disso, tiveram de pagar indenizações à Roma.



Os Vikings


Os Vikings foram um povo do norte da Europa que conquistou territórios na Inglaterra e na França durante a Alta Idade Média.


Estão entre as principais referências culturais da Escandinávia e até hoje encontramos representações dos Vikings em filmes e séries de televisão.


Localização e expansão territorial


Os Vikings viviam nos atuais territórios da Groenlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia. Chamamos de “Era Viking” o período entre os anos de 800 a 1100, quando se expandiram para além destas fronteiras.


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A partir do século VIII, os Vikings começaram a deixar seu território à procura de novas terras.


Invadiram e se estabeleceram principalmente na Islândia e no Reino Unido, como podemos ver no mapa abaixo:


No mapa, a expansão viking pela Europa


Os Vikings que se fixaram no norte da França foram denominados normandos e invadiram a Inglaterra no século XI. Esta dominação teve fim com o rei inglês Henrique II, em 1154.


Veja também: Escandinávia


Quem eram os vikings?


É preciso lembrar que os Vikings não eram um povo homogêneo, mas sim várias tribos e clãs que adotavam costumes e línguas semelhantes. Alguns historiadores os chamam de "povos nórdicos".


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O comportamento dos Vikings no estrangeiro muitas vezes era bastante brutal e ataques como o do mosteiro Lindisfarne em 793 são citados como prova deste caráter violento.


No entanto, se comparamos com outros povos da época, veremos que eles seguiam os mesmos padrões de conduta.


Organização social viking


A sociedade viking estava organizada em estratos sociais bem definidos. No topo, estavam os grandes latifundiários, no meio estavam os fazendeiros e na base, os escravos.


Também haviam as grandes divisões entre os livres e os não-livres, os ricos e os pobres, assim como entre homens e mulheres.


Os Vikings eram comandados por um rei, no entanto, não da mesma forma que entendemos um monarca atualmente.


O direito a reinar não era hereditário e os candidatos tinham que lutar entre si para conquistar a coroa. Assim, era fundamental fazer alianças através de casamentos e reunir homens leais em torno do candidato a rei.


Guerreiro Viking durante a Idade Média com machado, espada, escudo, capacete e malha de ferro


Economia viking


A terra e agricultura tinham importância fundamental para garantir o extrato social elevado. Contudo, os Vikings também navegavam pelos mares europeus e comerciavam com povos vizinhos.


O sucesso dos Vikings no mar se explica por conta de sua experiência na construção de barcos rápidos e com boa navegabilidade. Isso levou-os à Rússia, ao Império Bizantino e até mesmo à América 500 anos antes Colombo.


Cultura viking


A arte viking era extremamente elaborada. Navegadores e guerreiros ciosos, os Vikings costumavam fazer relevos com motivos vegetais e de animais no casco dos seus barcos. As armas e capacetes também eram ricamente esculpidos com desenhos que tanto significavam o status social como proteção.


Podemos encontrar inscrições feitas com runas, o alfabeto utilizado, em pedras esculpidas, objetos do cotidiano, como exemplos da arte viking.


Igualmente, as mulheres da alta sociedade costumavam se enfeitar com joias e amuletos feitos com os mais variados materiais como ossos de animais e cascas de tartaruga.


Mitologia viking


Os Vikings, como outros povos da época, adoravam uma série de deuses relacionados aos fenômenos da natureza.


Um dos principais era Thor, possuidor de um martelo com poderes especiais. O seu culto era prestado nas florestas através de árvores como o carvalho, junto aos rios e ao mar.


Apesar do deus Thor ocupar um lugar importante no panteão nórdico, o certo é que haviam deuses específicos para cada situação da vida cotidiana.


Alguns deuses nórdicos eram:


Odin - o pai de todos, senhor da vida e da morte, da magia e da profecia.Frigga/Freya - a esposa de Odin, protetora da família, deusa da fertilidade.Thor - filho de Odin, o deus do trovão, seu símbolo era o martelo, muito cultuado na Islândia.Baldr - filho de Odin, deus da inteligência e da beleza.Valquírias - eram deusas menores encarregadas de conduzir os espíritos dos guerreiros mortos em batalha ao Valhala, onde serviriam Odin e Freya.


Atualmente, esta religião ressurge nos países escandinavos e na Grã-Bretanha.


CuriosidadesApesar de largamente difundido, não há nenhuma evidência material que os vikings usassem capacetes com chifres.Também o costume de beber vinho na caveira dos inimigos é atribuído a um erro de tradução e não corresponde à realidade.


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